Sexta-feira, Março 24, 2006
Novos ventos
A acreditar pelo que vem noticiado hoje na edição do Diário Económico, o Governo deverá manter os actuais 18 governadores civis até 2009, recusando assim uma das recomendações da comissão técnica do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE). O jornal recorda que a comissão técnica do PRACE sugeriu a redução do número de governadores civis para cinco, correspondendo às cinco regiões-plano.
Também o jornal de Leiria desta semana dá conta daquelas que deverão ser as grandes alterações ao nível daquele distrito, bem como o Noticias de Fátima em linhas mais genéricas (e muitos mais jornais por esse país fora - citei estes apenas pela afinidade territorial).
Esta era afinal a regionalização encapotada que José Sócrates queria levar avante. Confesso que concordo com a maioria das medidas anunciadas. É praticamente impossivel de gerir eficazmente este país com áreas administrativas que não coincidem geograficamente, serviços dispersos e descoordenados, e toda a burocracia que isso gera, os custos, o engordar de uma estrutura estatal cada vez mais obesa, e, grande maioria das vezes, pelo mau serviço prestado ao cidadão..
Receio apenas a excessiva concentração que estas medidas poderão trazer, um relembrar de tempos em que o interior ia de mão estendida a "Lisboa" e chapéu debaixo do braço "mendigar" apoios e investimentos. A excessiva concentração de poderes é má. E o intuito seria descentralizar. Mas só vendo para apreciar.
Globalmente concordo e dou os parabéns a quem tem a audácia para avançar contra todos estes ventos e marés. Mas pelos vistos só para 2009...mas porquê? Penso que toda a gente faz hoje esta pergunta.
Também o jornal de Leiria desta semana dá conta daquelas que deverão ser as grandes alterações ao nível daquele distrito, bem como o Noticias de Fátima em linhas mais genéricas (e muitos mais jornais por esse país fora - citei estes apenas pela afinidade territorial).
Esta era afinal a regionalização encapotada que José Sócrates queria levar avante. Confesso que concordo com a maioria das medidas anunciadas. É praticamente impossivel de gerir eficazmente este país com áreas administrativas que não coincidem geograficamente, serviços dispersos e descoordenados, e toda a burocracia que isso gera, os custos, o engordar de uma estrutura estatal cada vez mais obesa, e, grande maioria das vezes, pelo mau serviço prestado ao cidadão..
Receio apenas a excessiva concentração que estas medidas poderão trazer, um relembrar de tempos em que o interior ia de mão estendida a "Lisboa" e chapéu debaixo do braço "mendigar" apoios e investimentos. A excessiva concentração de poderes é má. E o intuito seria descentralizar. Mas só vendo para apreciar.
Globalmente concordo e dou os parabéns a quem tem a audácia para avançar contra todos estes ventos e marés. Mas pelos vistos só para 2009...mas porquê? Penso que toda a gente faz hoje esta pergunta.

